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    HPP Saúde recebe pacientes estrangeiros encaminhados pelas seguradoras (Vida Económica) 23.10.2009
     
       
    O turismo de saúde pesa "mais de 14%" na facturação de algumas das suas unidades de saúde que, só o ano passado, cresceu 130%

    A Hospitais Privados de Portugal (HPP Saúde), a empresa do sector da saúde do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), tem vindo a receber pacientes do estrangeiro nas seis unidades que detém em Portugal direccionados pelas companhias de seguros internacionais, com quem estabeleceram parcerias.

    A par disso, e mais recentemente, a HPP fez acordos com alguns operadores turísticos que têm apostado e passaram a "incluir os cuidados de saúde nas suas preocupações e oferta" aos turistas estrangeiros.

    Em declarações à "Vida Económica", José Miguel Boquinhas, administrador da HPP Saúde, refere que, para além dos pacientes de "origem externa" que lhes são encaminhados pelas seguradoras com que têm protocolos, há, igualmente, casos de cidadãos com segunda habitação em Portugal e que recorrerem, a título particular, às unidades de saúde do grupo CGD em caso de doença.

    A HPP Saúde detém, presentemente, seis unidades de saúde em Portugal: o Hospital da Boavista (no Porto) e o de Sangalhos (Águeda, distrito de Aveiro, em parceria com a Misericórdia local), o Hospital dos Lusíadas, em Lisboa, o Hospital de Santa Maria, em Faro, e o de S. Gonçalo, em Lagos, também no Algarve. Além destas, foi recentemente assinada com o Ministério da Saúde um parceria público-privada para o novo Hospital de Cascais que ainda vai ser construído.

    Questionado sobre quais destas unidades estão mais vocacionadas para o turismo de saúde, José Miguel Boquinhas não tem dúvidas: "pela sua localização e pela experiência de tratamentos e apoio aos turistas, as nossas duas unidades do Algarve (Lagos e Faro) respondem às necessidades dessa procura". Essa resposta "passa também agora a ser ampliada, de forma planeada, para as unidades dos Lusíadas e da Boavista", em Lisboa e no Porto, respectivamente.

    O administrador da HPP Saúde refere, aliás, que a aceitação do mercado tem sido "crescente, na exacta medida da consolidação da qualidade clínica e da qualidade no atendimento" que prestam em cada um dos hospitais.

    E, "muito proximamente", revela José Miguel Boquinhas, a HPP vai apresentar um novo suporte informático que fará "aumentar a transparência da informação e respectivos procedimentos", de modo a "organizar a oferta aos potenciais clientes/turistas". Sejam eles nacionais ou oriundos do estrangeiro.

    A verdade é que a empresa do grupo CGD facturou, no seu todo, em 2008, 65 milhões de euros e espera fechar 2009 com 150 milhões de volume de negócios. O turismo de saúde pesa, aliás, "mais de 14%" na facturação de algumas das suas unidades de saúde e, só o ano passado, cresceu 130%. Um incremento justificado, segundo José Miguel Boquinhas, pela "redução de barreiras institucionais no espaço europeu" e pelo "incremento de viagens e reconhecimento da qualidade" da sua prestação.

    Para o administrador da HPP, é, até, "natural que em Portugal se progrida positivamente na resposta às necessidades crescentes do mercado interno europeu", também através da "melhoria de resposta em infra-estruturas das unidades de saúde privadas a que ultimamente temos assistido".

    E para responder a essa procura, refere o mesmo administrador, a HPP está "a estudar parcerias com outros players que desejam complementar o nosso papel no sector e no desempenho da promoção desta resposta".

    TERESA SILVEIRA