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    Técnica com menos radiação 24.6.2009
     
       
    Novos aparelhos de tomografia computorizada permitem reduzir a emissão da radiação em 75 por cento.
    Uma nova técnica de tomografia computorizada (TC), disponível em duas unidades de saúde privadas do País, permite reduzir em 75 por cento a radiação a que o doente está normalmente exposto neste tipo de meio complementar de diagnóstico, que permite detectar a doença coronária.
    A dose de radiação a que o paciente está exposto durante a realização deste tipo de exame médico é equivalente a cerca de 600 radiografias de tórax. Contas feitas, a redução em 75 por cento da radiação através desta nova tecnologia de tomografia computorizada é equivalente à exposição de 150 radiografias de tórax.
    Segundo os especialistas, a elevada dose de radiação tem sido uma limitação ao uso generalizado deste meio de diagnóstico.
    Victor Gil, responsável pela Unidade Cardiovascular do Hospital dos Lusíadas, em Lisboa, afirma que nas tomografias computorizadas comuns o raio-X está ligado durante a realização do exame, mesmo quando o coração está em ritmo acelerado. No entanto, a nova tecnologia adapta-se aos batimentos cardíacos do doente e apenas emite radiação nos momentos, nas fracções de segundo, em que o coração está imóvel, que é a altura ideal para fazer as imagens, que são vistas a três dimensões.
    Os especialistas alertam para a dose de radiação usada nos meios complementares de diagnóstico, uma situação que merece uma preocupação crescente da comunidade médica, pois está associada ao risco de cancro.
    A comunidade científica internacional recomenda o uso limitado de exames que envolvam radiação, tais como a cintigrafia e a tomografia computorizada.
    De referir ainda que a doença coronária é causa de enfartes do miocárdio e também de angina de peito, que são a terceira causa de morte no nosso país.

     
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