O novo Hospital de Cascais vai ser inaugurado pelo Governo na próxima terça-feira, dia 23, mas o Serviço de Urgência só entra em funcionamento no dia 28. Até essa data a Urgência mantém-se no antigo edifício. Os primeiros doentes começam a ser transferidos amanhã para as novas instalações.
O presidente do conselho de administração do novo Hospital de Cascais, José Miguel Boquinhas, confirmou ter tido "dificuldade na contratação de médicos", tal como noticiou o CM, mas garantiu que o novo hospital entra em funcionamento com 136 médicos. "É o número mínimo que o contrato com o Estado obriga." E justificou o problema: "Os hospitais públicos estão a dificultar a saída dos médicos e por isso foi difícil conseguir algumas contratações, em especial de neurologistas e urologistas."
Porém, Boquinhas garante que todas as consultas externas estão asseguradas.
Já o director clínico, João Varandas, revelou, por outro lado, que os doentes com cancro têm assistência assegurada. "Há um protocolo oncológico que estabelecemos com a Administração Regional de Saúde e o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO), que obriga os médicos do CHLO a garantirem toda a parte de assistência médica enquanto nós temos a obrigação de prestar cuidados de enfermagem, servir de hospital de dia e disponibilizar as instalações."
Uma petição, entregue em 2008 no Parlamento, reuniu 18 600 assinaturas contra a retirada da especialidade de oncologia no novo hospital. João Varandas afirmou ainda que o tratamento dos doentes com sida, que também motivou alguns protestos por não estar inicialmente previsto no caderno de encargos, "está garantido" sendo a total responsabilidade do Hospital de Cascais. |