A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) assinou ontem um protocolo com os Hospitais Privados de Portugal (HPP), com o objectivo de criar um plano de contingência contra a gripe A (H1N1). Este acordo é destinado a funcionários do organismo, árbitros e clubes. Mas Hermínio Loureiro, presidente da Liga, lembrou que os HPP não vão substituir "os departamentos médicos dos clubes". "A Liga está há muito tempo a trabalhar e felizmente encontrámos um parceiro de inegável qualidade", afirmou Hermínio Loureiro, que para já não quer pensar na hipótese de os campeonatos serem suspensos: "Não vamos adiantar cenários negros. Importa sim prevenir e informar para que os adeptos estejam na posse de todas as indicações". O plano de contingência pressupõe que logo que a Liga tenha conhecimento de um caso, avise imediatamente os responsáveis dos HPP, que tomarão conta da situação. Também ontem, Francisco Ramos, secretário de Estado adjunto e da Saúde, esteve reunido com as federações e outros agentes desportivos. Este responsável disse não existirem razões para impedir o normal início dos campeonatos, mas sublinhou a necessidade do reforço da prevenção para evitar casos de gripe A.
Mais 22 casos
O Ministério da Saúde, entretanto, confirmou ontem mais 22 casos de infecção pelo vírus da gripe A (H1N1), elevando para 342 os registos em Portugal. O Hospital de Faro é onde foram registados mais casos. Três de transmissão secundária - um homem de 19 anos, uma mulher de 18 anos e um menino de 5 anos. E ainda uma menina de 10 anos, não tendo ainda sido identificada a origem deste caso, um homem de 25 anos e duas mulheres - de 20 e 21 anos - provenientes da Holanda e um menino de 11 anos vindo de Espanha. Dois homens de 25 e 28 anos foram referenciados pelo Hospital de São João, no Porto, correspondendo a transmissão secundária. Na mesma unidade foram recebidos uma mulher de 28 anos, um homem de 20 anos e um rapaz de 13. |