Os HPP, a área de saúde do grupo Caixa, poderá no futuro vir a criar uma nova parceria internacional depois de, há algumas semanas, ter acabado o entendimento accionista com os espanhóis da USP. Norberto Rosa, administrador do grupo Caixa disse, à margem da apresentação do novo cartão de saúde HPP, que "neste momento o grupo não procura parceiros, mas no futuro não está excluída essa situação, dependendo do know-how que aportar". O fim da parceria HPP/USP está ligado à situação financeira do grupo espanhol que levou à retoma das posições accionistas de origem. A Caixa está interessada em alavancar o potencial criado pela área de saúde e o novo cartão de saúde HPP, tem a versão crédito, mas também a versão identificação. O grupo Caixa quase triplicou a oferta na área da saúde e espera facturar 140 milhões de euros este ano, mais 120% do que no período homólogo. Norberto Rosa disse que a margem complementar do grupo Caixa tem estado a crescer, sobretudo pelo impacto da transferência de meios de pagamento tradicionais a favor dos cartões. Entretanto, a redução da taxa de juro nominal está a contribuir para a redução da margem financeira. Sobre a evolução da CGD no primeiro semestre, o gestor disse que o grupo continua a insistir na redução de custos, tendo em conta a dificuldade ao nível do produto bancário. Salientou o facto da Caixa continuar com o melhor rácio de transformação do sistema, situando-se nos 125%. Sobre o financiamento do grupo disse não existir qualquer tipo de dificuldade e deu o exemplo da emissão de obrigações sobre o sector público tendo como subjacente o financiamento às autarquias, no montante de mil milhões de euros e que custou 85 pontos de base. |