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    Monofásica desenvolve comunicações e segurança do Hospital de Cascais (Construir.pt) 24.12.2009
     
       
    O novo Hospital de Cascais está previsto entrar em funcionamento em Abril de 2010 e corresponde a um investimento de 80 milhões de euros da Hospitais Privados de Portugal (HPP). Com um contrato de exploração do edifício durante 30 anos, a TDHosp, empresa do universo Teixeira Duarte, entregou à Monofásica os trabalhos relativos a instalações eléctricas, comunicações e segurança. Conforme começa por apresentar o coordenador da Monofásica em obra, Nuno Torcato, "este é o primeiro hospital do país feito a partir de uma parceria público-privada". A Monofásica, cuja relação com a TDHosp já levara à construção do Hospital dos Lusíadas, em Lisboa, chegou a ter 150 trabalhadores em obra, o que permite justificar a relevância do projecto. De acordo com Nuno Torcato, "tratou-se de um volume muito grande de trabalho, nestas três especialidades, com um prazo de entrega curto e com uma concepção-construção que todos os dias está a mudar". Apesar de exigente, constituiu-se como "uma obra desafiante", admite o responsável da Monofásica que afirma: "tínhamos um projecto inicial que foi a concurso, que estava completo, em função daquilo que foi projectado, mas desde o início houve muitas alterações". Na prática, a empresa deu "apoio na resolução de todas estas alterações, com uma equipa presente em obra", sendo que o grande desafio prendeu-se com o facto de que "como a nossa área abrange muitas especialidades, visto que dentro das instalações eléctricas tenho as tomadas, iluminação, quadros eléctricos, entre outros, acabou por se ter de alterar as próprias especialidades em que interviemos". De acordo com as palavras de Nuno Torcato, "pode-se dizer que, em termos técnicos, esta obra tem mais a ver com o volume de trabalho e não tanto com a componente técnica, para a qual estamos habilitados".

    Sistema integrado de segurança

    Tendo sido a parte da intervenção "mais importante", o número dos quadros eléctricos expressa a dimensão desta obra. "Estamos a falar de cerca de 150 quadros eléctricos nesta obra e depois tudo o que envolveu para alimentar esses mesmos quadros, como os 150 cabos alimentadores de secções bastante elevadas e que dá a fisionomia do edifício". Os números são relevantes: o edifício terá mais de 10 mil metros de calhas, 500 mil metros de cabos, oito mil armaduras de iluminação, 180 calhas hospitalares, 30 transformadores de isolamento, canalis de 2000 e 4000 amperes. Com sete pisos de altura, excluindo o piso zero, o futuro Hospital de Cascais vai dispôr de variados serviços mas também de um auditório com capacidade para 50 pessoas, sala de culto, refeitório, cantina, lojas e heliporto. No caso do heliporto, tratou-se do primeiro realizado pela Monofásica. Segundo Nuno Torcato, "a legislação mudou no início de 2008, salvo erro, o que, a nós, implicou ir ler a nova documentação. Houve alguns problemas com a Câmara de Cascais por causa do posicionamento das luzes de aproximação, visto que algumas delas calhavam na via pública, pelo que foi necessária uma adaptação do projecto". No seu interior, o hospital vai contar com zonas corta-fogo, visto que, "em termos de segurança são muito importantes hoje em dia". Conforme explica o mesmo responsável, "em termos técnicos, é aquilo que nos tem causado mais preocupação, porque temos integrados a detecção de incêndios, a intrusão e o CCTV num sistema de gestão de segurança. Dada a volumetria não poderíamos ter um edifício autónomo, ou seja, de várias especialidades autónomas". Por conseguinte, a opção recaiu num sistema integrado de segurança. Não obstante, ao nível das fundações a obra conta com um anel que "em termos do valor de resistência terra nesta obra, para salvaguardar o facto de haver muita pedra, tivemos de, desde o início de obra, começar a acompanhar".

    Escola de turismo

    Com a previsão de facturar 55 milhões de euros em 2009, a Monofásica encontra-se neste momento a trabalhar no Longivity Wellness Resort, em Monchique, no Algarve, e em algumas obras de reabilitação do parque escolar. Segundo Nuno Torcato, "estamos a trabalhar na escolas Emídio Navarro, em Almada, que só será concluída no próximo ano e terminámos há pouco tempo a escola Machado de Castro, que é a escola de turismo de Lisboa". Paralelamente, a empresa está a fazer as instalações eléctricas, segurança e comunicações do hotel que está a ser construído ao lado desta escola de turismo, "visto que se trata de um mesmo projecto". Em Angola, a empresa está presente no Aeroporto de Luanda, obra que termina já no próximo dia 15 de Dezembro.
     
    Texto: Pedro Luis Vieira