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Ligações directas à nova unidade hospitalar (Jornal Região / Cascais) 2.2.2010
 
   
Com entrada em funcionamento prevista para o próximo dia 23 de Fevereiro, na área envolvente do Hospital de Cascais Dr. José de Almeida, em Alcabideche, ultima-se também a colocação das paragens de autocarros que vão levar os utentes até ao estabelecimento hospitalar, bem como os lugares de serviço de táxis, dotados de coberturas.

Quatro carreiras e vinte táxis terão lugar cativo num espaço devidamente definido, quase 'à porta' do edifício hospitalar, a cerca de 50 metros. Sem causar transtornos à circulação envolvente da unidade hospitalar, foi criado um espaço que se assemelha a uma rotunda interna. A parte exterior destina-se à marcha dos autocarros e a interior aos táxis.

As carreiras da Scotturb que servirão, sem necessidade de transbordo, o novo edifício são, para acesso à zona sul do hospital, a 417 Sintra-Cascais, 456 Rio de Mouro-Estoril e a 462 Carcavelos-Cascais. A zona norte do hospital (onde se situa a entrada exclusiva a colaboradores) será servida pela carreira 411 Cascais-Estoril (Rua Manuel Henriques — Cabreiro).

Para as populações de Sintra, das freguesias de Algueirão-Mem Martins, Pero Pinheiro, Colares, São João das Lampas, Santa Maria e São Miguel, São Martinho, São Pedro de Penaferrim e Terrugem, que vão beneficiar da prestação de cuidados na área materno-infantil, assumem maior importância as carreiras 417 Cascais-Sintra Estação e a 456 Rio de Mouro-Estoril, neste caso com passagem pelas estação de Mem Martins, Abrunheira, Albarraque e Manique de Cima.

O acesso directo por transportes públicos sempre foi uma preocupação antecipada pelos utentes, conforme revelaram algumas pessoas entrevistadas pelo JR junto ao velho edifício do Centro Hospitalar de Cascais.

"Acho muito bem porem à disposição das pessoas alguns autocarros. O mais perto é o centro de Alcabideche e o Cabreiro, mas mesmo assim fica longe para quem precisa de ir ao hospital", disse Sofia Sousa.

"Ainda bem que já pensaram nisso", realçou Cláudia Matos: "Porque chegar a este hospital em Cascais, mesmo que se venha a pé da estação, é fácil. Mas para Alcabideche, se não oferecerem alternativas de transportes públicos, vai ser complicado para muita gente", considerou.

Parceria público-privada

A futura unidade de saúde, que vai funcionar em regime de parceria público-privadas, gerida pelo grupo HPP Saúde, servirá a totalidade da população do concelho de Cascais e oito freguesias, na área materno-infantil, do concelho de Sintra.

O modelo adoptado para este hospital assenta num contrato de gestão celebrado com duas entidades gestoras: a HPP, para o estabelecimento hospitalar (responsável pela prestação de cuidados de saúde), e outra para o edifício hospitalar, responsável pela construção, financiamento, conservação e exploração do novo edifício hospitalar, a Teixeira Duarte. O contrato tem o prazo de 30 anos para o edifício hospitalar e 10 anos para a prestação de cuidados de saúde, renováveis até ao prazo máximo de 30 anos.

Com uma área de terreno de 83.000 m2, a nova unidade terá especialidades médicas, cirúrgicas e materno-infantil e será dotado de urgência médico-cirúrgica e de Unidades de Cuidados Intensivos e Intermédios. Vai ser um hospital de referência para os cuidados de saúde primários da área de influência, em articulação com a rede de cuidados continuados que serve esta população.

Por ano, o hospital estima realizar 235 mil consultas, 98 mil diárias de internamento e 10.800 cirurgias, tendo uma capacidade de 272 camas de internamento normal e especial, seis salas de bloco e dez blocos de parto.

No exterior serão criados, à superfície, vários parques de estacionamento, num total de 864 lugares, incluindo 22 destinados ao Serviço de Urgência. Para os utentes do Velho' Centro Hospitalar de Cascais, as expectativas em relação ao novo hospital são altas. "Espero que os doentes tenham melhores condições e que não se espere tanto nas urgências como acontece aqui, onde está tudo junto, doentes com gripe, macas de bombeiros a passar com pessoas gravemente feridas e pessoas a desesperar", disse uma das utentes.

"De acordo com o que se pode ver, penso que será um grande hospital e que vai ser melhor de certeza do que este, que não se admite ainda funcionar num concelho como Cascais. Acho que também os médicos terão melhores condições de trabalho e, por isso, também os doentes vão sair a ganhar", rematou Miguel Baptista.
 
 
Francisco Lourenço
 
 


 
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