A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) assinou ontem um protocolo com os Hospitais Privados de Portugal (HPP) para a realização de um plano de contingência da gripe A (H1N1), destinado a funcionários da LPFP, árbitros e clubes. O objectivo é responder de forma eficaz às grandes afluências de público aos estádios, um foco de contágio que tem vindo a preocupar os principais dirigentes do futebol português. Afastadas estão, para já, medidas drásticas, como a hipótese de não se realizarem alguns jogos. "A Liga está há muito tempo a trabalhar e, felizmente, encontrámos um parceiro de inegável qualidade. Procuramos responder preventivamente e no sentido da sensibilização", disse Hermínio Loureiro, presidente da LPFP. Segundo o responsável, esta parceria com privados em nada se deve ao facto de o Ministério da Saúde ter cancelado a reunião, marcada para ontem, com a LPFP. Hermínio Loureiro preferiu destacar a disponibilidade da Liga para "passar mensagens" aos "adeptos e apaixonados do futebol", numa "atitude preventiva". E explicou o processo que será estabelecido no plano de contingência: "Há um contacto inicial com a LPFP e imediatamente esse contacto é transferido para os responsáveis dos HPP, que obviamente tomarão conta da situação e procurarão encontrar a solução para o problema". Ontem, Portugal registou 22 novos casos de gripe A, elevando o total para 342. Os doentes, garante o ministério, estão bem. |