No dia em que apresentou resultados relativos a 2009, o Hospitais de Privados de Portugal (HPP Saúde) anunciou estar a preparar a construção de mais duas unidades, em Viseu e Faro. O grupo de saúde do universo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) estima um investimento na ordem dos 40 milhões de euros nos dois hospitais, que ainda não têm uma data prevista para entrar em funcionamento.
Segundo conseguiu apurar o Negócios, o hospital de Viseu já está em construção, em parceria com o grupo Visabeira. Esta unidade terá aproximadamente a mesma área bruta assistencial e de serviços do futuro hospital de Faro, que vai substituir a antiga unidade que a HPP Saúde já detém na capital algarvia.
Para este ano, o presidente do HPP Saúde, Maldonado Gonelha, espera que a oferta do grupo aumente nas unidades já existentes. Durante a apresentação, ontem, das contas, Maldonado Gonelha expressou a intenção de o grupo aumentar alguns serviços, principalmente em Lisboa no Hospital dos Lusíadas e no Porto no Hospital da Boavista.
Os administradores do grupo deixaram também claro que o HPP Saúde está empenhado em aumentar a oferta no Grande Porto, para fazer face ao crescimento da prestação de serviços por parte da concorrência, e apostar mais no "turismo de saúde", através de parcerias com operadores do sector.
Facturação cresce 129% para 144 milhões
Relativamente aos resultados, a direcção do HPPSaúde afirmou que o grupo teve um crescimento muito positivo em 2009, com uma subida da facturação de 129%, para 144 milhões de euros, apesar das consequências que teve o fim da parceria com o grupo espanhol de saúde USP.
"O nosso prejuízo foi de 10,9 milhões de euros e não de 32 milhões de euros", disse aos jornalistas o presidente do HPP Saúde, explicando que as perdas de 21 milhões de euros foram referentes ao fim da parceria que estava estabelecida com o grupo espanhol de saúde. Quanto à possibilidade de entrada de novos parceiros na estrutura do HPP, o administrador do grupo CGD com os pelouros da saúde e seguros, José Araújo e Silva, afirmou que esse "assunto é do foro do accionista [Estado]" e que "se for esse o caso, é para dar o nosso melhor".
Texto: João Andrade Costa |