O Grupo Hospitais Privados de Portugal Saúde (HPP) registou um aumento de facturação de 130% durante o ano passado, o que se traduz em lucros na ordem dos 144 milhões de euros. A empresa gerou ainda cerca de 7,5 milhões de euros em EBITDA, cujos resultados representam uma melhoria de 84% face a 2008.
Estes são os números da actividade do HPP Saúde, que detém cinco hospitais privados. O Hospital dos Lusíadas, inaugurado entre Maio e Junho de 2008, é uma das unidades que exemplifica este crescimento, tendo atingido, no final de 2009, o break-even operacional.
Para além dos resultados financeiros, o HPP Saúde conseguiu potenciar o número de serviços médicos prestados aos pacientes, não só no que diz respeito ao número de camas, que aumentaram de 260 para 627 face ao ano de 2007, como também aos atendimentos urgentes realizados, que subiram 233% face ao ano de 2008.
No que toca a cirurgias, internamentos e tratamentos realizados, os Hospitais da Boavista, no Porto, e dos Lusíadas, em Lisboa, assumem posições de destaque.
Enquanto a unidade do Porto registou um aumento de 46% nos internamentos e 27% em tratamentos de Imagiologia, a unidade de Lisboa realizou mais 119% de cirurgias.
Por sua vez, o novo Hospital de Cascais, inaugurado recentemente, representou para o Grupo um investimento na ordem dos 475 milhões de euros, não só na aquisição de equipamentos mas também de sistemas de informação, como o sistema de dispositivos de imagens, que substituem os Raio X por imagens digitais, o sistema de controlo do circuito de medicamentos e também um sistema automático de atendimento.
Segundo João Manuel Martins, vogal executivo do grupo, estes resultados fazem parte de um ciclo "único e irrepetível para o HPP Saúde", representando, "de forma sustentada, o crescimento significativo que tivemos em pouco tempo, e que resulta de um esforço concentrado da equipa de gestão". João Manuel Martins reforça ainda o facto de o crescimento ter ocorrido numa altura em que o Produto Interno Bruto (PIB) em Portugal desceu cerca de 2,5%, mostrando que estes resultados são "espantosos, não obstante o contexto macroeconómico em que estão inseridos".
Para já, os objectivos principais do HPP Saúde prendem-se com a manutenção dos serviços já existentes e com a criação de novas ofertas na área dos cuidados médicos.
Segundo António Manuel Gonelha, presidente do Grupo, o HPP Saúde pretende fomentar um crescimento orgânico. "Temos ainda de melhorar o nosso perfil assistencial, para que possamos dar uma maior resposta à procura que temos tido". Nesse sentido, António Manuel Gonelha adianta que o Hospital dos Lusíadas deverá passar por uma reformulação, dado que já possui lotação esgotada. "Estamos a tentar obter o licenciamento junto da Câmara Municipal para a aquisição de uma nova área, para que possamos aumentar a nossa capacidade de internamento". Na mira do HPP Saúde está também a construção de uma nova unidade hospitalar em Faro.
Segundo António Gonelha, "já existe terreno para o novo hospital, que irá representar um investimento na ordem dos 20 milhões de euros e cuja construção poderá começar ainda este ano".
O Grupo HPP Saúde foi criado em 1998 e começou por gerir o Hospital dos Clérigos. Desde então que tem crescido como um dos maiores grupos na área da saúde privada, possuindo actualmente cinco unidades hospitalares por todo o país. Como principal parceiro financeiro tem a Caixa Seguros e Saúde, holding que pertence à Caixa Geral de Depósitos, tal facto faz com que, nas palavras do presidente do seu presidente, Luís da Silva, o HPP Saúde, por se tratar de um grupo de saúde do Banco do Estado, "tenha uma maior especificidade no trabalho que realiza, necessitando de dar uma maior eficiência nas respostas aos pacientes e uma maior sensibilidade social, sempre com racionalidade económica".
Andreia Silva redaccao@vidaeconomica.pt
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