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A HPP Saúde celebrou um acordo de parceria com a Associação Chama Saúde que visa a promoção da saúde do bombeiro português. A HPP Saúde, no âmbito da estratégia de responsabilidade social corporativa celebrou um acordo de parceria com a Associação Chama Saúde que visa a promoção da saúde do bombeiro português. No âmbito desta parceria foi apresentada a campanha ”onde há fumo há bem mais que fogo” com um folheto de sensibilização para os perigos da exposição da população ao fumo dos incêndios. Fumo dos incendios faz tão mal como fumar muito durante muitos anos Um quinto dos bombeiros, com uma média de idades de 33 anos, apresenta lesões nas vias respiratórias semelhantes aos grandes fumadores com mais de 40 anos, danos atribuídos à exposição ao fumo, apurou um rastreio inédito. A conclusão resulta do "estudo sobre a saúde do bombeiro português e impacto respiratório desta actividade", uma iniciativa da Associação Chama Saúde, que tem como principal dinamizadora a pneumologista Cecília Longo.
Os resultados deste estudo serão divulgados na próxima quarta-feira, mas Cecília Longo adiantou à Lusa que os mesmos são "preocupantes". De um universo de 357 bombeiros que foram rastreados, através de um questionário, da realização de exames complementares e análises à função respiratória, cerca de um quinto (18 por cento) deve à exposição ao fumo o mau estado das vias respiratórias.
Estes profissionais -- com uma média de idade de 33 anos -- apresentam as vias semelhantes aos grandes fumadores, com mais de 40 anos. O fumo deixa mais marcas nos bombeiros, principalmente a sua exposição repetitiva que leva a uma reactividade dos brônquios e consequente inflamação, o que é meio caminho para doenças como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) ou a asma.
Entre os sintomas que estes profissionais acusam apresenta-se está a dificuldade em respirar, de que se queixam 8,4 por cento. O estudo apurou que a tosse, a falta de ar, pieira e as dores no peito são sintomas comuns a mais de 20 por cento dos bombeiros.
A exposição ao fumo é mais grave no caso dos bombeiros fumadores, que assim duplicam os riscos. A investigação apurou que quase metade da população estudada (47 por cento) era fumadora e 26 por cento ex-fumadora.
Cecília Longo considera que a percentagem de ex-fumadores demonstra que é possível intervir para modificar o hábito [do fumo] nestes profissionais. A falta de vestuário protector (32,9 por cento) e de uma adequada protecção respiratória, praticamente inexistente no combate aos fogos florestais, são outras conclusões que os profissionais irão levar em conta.
Para Cecília Longo, estes são dados que revelam a necessidade de um investimento na saúde desta população, preocupação que parece ter encontrado eco junto da Direcção-Geral da Saúde (DGS) que já tomou conhecimento do estudo e vai lançar um folheto com informações sobre este tema.
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